Maio / 2012.
E quem diria, em meio a turbulências e misérias nesses 2 anos e meio, estamos em pé.
A tua falta é constante, mas tu, mãezinha, atendeu a nossos pedidos. Queria dizer, hoje, perto do seu dia, que é por você que levantamos todos os dias. Você foi e é ainda para onde estamos indo.
Somos daqui de baixo, meros trens em círculos, e tu, a estação onde vamos chegar. E a estação é como você, mansa, alegre, decorada com flores azuis e verdes. Verdes como a esperança que rondou todas as tuas histórias. Azuis como o céu que tu almejou.
Nossas vidas são como corredeiras, milhões de partículas agitadas, que foram interrompidas em uma barreira. A barreira, mãezinha, foi tua partida. E toda essa água represada em nós, agora flui como as águas mansas de um riacho. E o caminho percorrido por esse riacho vão de encontro a ti.
E quando tudo isso se concretizar, nossa vida já tão completa em suas mãos, será guiada por nós, sem perceber que foi tu que nos ensinou o caminho.
Pudera eu lhe mandar flores, e que existisse algum correio nesse mundo tão pequeno que entregasse um buquê de flores azuis e verdes no teu endereço. Verdes iguais a ti, Azuis iguais seu lar.
Muitas saudades, te amamos.
But there's something you've said that can't be undone.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Doce treva inacabada.
Ela tinha uma áurea obscura. Seus pensamentos pairavam assim que a penumbra interior amanhecia. O dia claro de nada adiantava porque dento de si ela era apenas tempestade. Era tempestade que não desandava, tormenta perpétua de um tempo em que nada mais parecia fazer sentido. Foi-se o brilho, extinguiam-se as vontades. E tudo ali dentro era uma névoa negra que se afundava em trevas. Os poços que ali perpetuavam secaram, seus oásis de esperança desapareceram.
Os fantasmas do passado ecoaram num grito ensurdecedor para enlouquecer pouco mais essa mente em que as vozes atormentavam todo o tempo. E um milésimo de segundo era suficiente para destroçar as poucas flores brejeiras que floresciam.
De nada adiantava juntar os cacos de esperança pois nada ali se reconstruiria.
A enrustida tempestade ganhou força e ecoou com seus ventos uivantes para fora da penumbra interminável. E foi então que fechou os olhos em súplica:
” Afasta de mim os ecos de quem já desistiu para que a tempestade se torne calmaria. Afasta de mim os maus fluidos de quem me rouba a paz e faz da tempestade furacão. Afasta os gritos que desmotivam e a raiva que alimenta a nuvem negra que paira sobre essa cabeça já tao obsoleta. Ameniza minha dor, mas ainda suplico: permaneça. Porque vem de ti os ventos que apontam a nova estação e as boas energias. Te quero sempre bem. Que os ventos de minha frequente tempestade não lhe carregue para longe. Assim seja.”
Os fantasmas do passado ecoaram num grito ensurdecedor para enlouquecer pouco mais essa mente em que as vozes atormentavam todo o tempo. E um milésimo de segundo era suficiente para destroçar as poucas flores brejeiras que floresciam.
De nada adiantava juntar os cacos de esperança pois nada ali se reconstruiria.
A enrustida tempestade ganhou força e ecoou com seus ventos uivantes para fora da penumbra interminável. E foi então que fechou os olhos em súplica:
” Afasta de mim os ecos de quem já desistiu para que a tempestade se torne calmaria. Afasta de mim os maus fluidos de quem me rouba a paz e faz da tempestade furacão. Afasta os gritos que desmotivam e a raiva que alimenta a nuvem negra que paira sobre essa cabeça já tao obsoleta. Ameniza minha dor, mas ainda suplico: permaneça. Porque vem de ti os ventos que apontam a nova estação e as boas energias. Te quero sempre bem. Que os ventos de minha frequente tempestade não lhe carregue para longe. Assim seja.”
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Um brinde então, aos corações vazios, aos copos cheios, às mentes atormentadas.Brindemos ao futuro incerto, à liberdade fajuta em que vivemos, à resignação com que aceitamos e principalmente, à nossa eterna ignorância em acreditar que a vida se constrói baseada em noites vertiginosas e dias pesados.
Um brinde às culpas, que assombram mas não impedem. Vá em frente, erga seu copo. Deixa que tudo isso inundará esse corpo e lhe dará a tao sonhada liberdade. Mas depois que ela se vai, meu bem, os dias pesados serão maiores e mais assustadores, mas pior que isso, serão solitários.
Que você não ouse trocar dias ensolarados por noites de mutua compaixão. Noites acabam ao fechar os olhos cansados. Os dias clareiam seus pecados, limitam as qualidades que pareciam tao grandiosas diante dos holofotes mentirosos e sedutores.
Que você abra seus olhos, enxergue o dia nascer e pense ' que o dia ilumine tudo o que há de bom'. E que então sejas feliz...
Um brinde às culpas, que assombram mas não impedem. Vá em frente, erga seu copo. Deixa que tudo isso inundará esse corpo e lhe dará a tao sonhada liberdade. Mas depois que ela se vai, meu bem, os dias pesados serão maiores e mais assustadores, mas pior que isso, serão solitários.
Que você não ouse trocar dias ensolarados por noites de mutua compaixão. Noites acabam ao fechar os olhos cansados. Os dias clareiam seus pecados, limitam as qualidades que pareciam tao grandiosas diante dos holofotes mentirosos e sedutores.
Que você abra seus olhos, enxergue o dia nascer e pense ' que o dia ilumine tudo o que há de bom'. E que então sejas feliz...
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Quantas vezes você não desejou o sorriso de alguém? Quantas vezes você não fechou os olhos apenas para sentir o calor de alguém que partiu? A verdade é que tenho essa sensação todos os dias.
Inevitavelmente, sentimentos mudam, acabam, se reorganizam e explodem. Creio que há um certo momento em que você deve selecionar o que deve permanecer e o que deve partir, carregando todas as mágoas.
E então, quando tirar todo o rancor, toda a dor, todo o sentimento de desconfiança, aí sim, poderá abrir as portas para sentimentos e pessoas novas. Renovação é a melhor sensação que se pode ter, depois da saudade saciada.
É por isso que eu desejo que você consiga saciar todas as saudades e curar todas as mágoas que ainda habitam essa mente transitória.
Desejo que deixe as pessoas saírem de sua vida, porque, acredite, todo mundo merece um descanso.
Eu desejo que você descanse de tudo o que te pesou, te traiu, te decepcionou.
Aí, quando perceber a cura repentina dessas feridas, procure alguém para remover as cicatrizes.
O melhor remédio para a mente doente é sem dúvida novos vícios.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Se tudo aquilo que marca, permanece, Marília de fato me marcou com brasa. Marcou para sempre. Mas não marcou sozinha.
Porque ela traz junto todos os mistérios de um par de olhos verdes que muita gente não consegue decifrar. Mistérios tantos que ela mesma não entende. Mas que trazem alegria por onde passam.
Jeito bobo, doçura escondida entre orgulho e medo.Vergonha. Porque Marília tem coração grande, e não de pedra.
Não se conhece por aí menina tão ingênua e dissimulada que descobre o que quer, quando quer, mas não entende o que fazer com a descoberta.
Tão mulher, tão aparentemente fria, mas não consegue lidar com a perda.
Ela não sabe perder. Ela vai atrás de tudo. E consegue.
É só olhar dentro desses olhos e se render aos pedidos dessa que aos olhos da maioria, não sabe o que faz. Vou contar uma coisa: ela sabe.
‘Ela não é do tipo de mulher que se entrega na primeira
Mas melhora na segunda e o paraíso é na terceira
Ela tem força, ela tem sensibilidade, ela é guerreira
Ela é uma deusa, ela é mulher de verdade
Ela é daquelas que tu gosta na primeira
Se apaixona na segunda e perde a linha na terceira...’
Mas melhora na segunda e o paraíso é na terceira
Ela tem força, ela tem sensibilidade, ela é guerreira
Ela é uma deusa, ela é mulher de verdade
Ela é daquelas que tu gosta na primeira
Se apaixona na segunda e perde a linha na terceira...’
Se Charlie Brown Junior não escreveu essa música para ela, foi para alguém igual.
Tão durona por fora, nem aparenta ter esse coração mole, que dói, dói muito. Mas que ela prefere não sentir, e guarda. Guarda para quando sentir que deve usufruir de tanto amor.
Marília tem que ter dosagem.Pouco tempo junto dela não dá para descobrir tantas qualidades e tamanha simpatia. Muito tempo irrita. Irrita sim, fala demais, verdades demais.
E tem que ter peito para encarar essa sinceridade e frieza, que fazem tão bem.
Se eu pudesse dizer qualquer coisa para quem ainda insiste em se manter longe, é que ninguém sabe que pessoa enorme se esconde nesse tamanho de gente.
Marília não cabe nela. Marília encanta, não existe ser que não olhe por um instante e não se cative. Porque quando ela sorri, é porque sorri de verdade.
Por Deus, não quero nunca, nunca, que ela saia dessa minha vida tão nova e tão inexperiente. Eu ficaria sem chão, entraria em estranho desequilíbrio.
Eu preciso dela. Preciso dividir meus medos, tristezas, e principalmente, felicidade, porque se hoje sou feliz, é porque ela continua ali, me mandando ir em frente.
Queria, Deus, que eu fosse capaz de retribuir tanto carinho, tanta verdade, tanto jogo limpo.
Se hoje, seis anos depois de ter enxergado Marília pela primeira vez, eu continuo suplicando sua presença, é porque eu me habituei a tamanho carinho.
Preciso compartilhar muitos anos de histórias com essa que, com orgulho, eu posso e devo chamar de melhor amiga.
Melhores amigas duram uma vida.
‘Só os olhos se estrelavam, eles que sempre haviam faiscado de um brilho intenso, fascinante e um pouco diabólico. (...) Naquela época ela me ensinava como se conhecem as pessoas atrás das máscaras.’- CL.
E quero que não saia da minha vida nunca.
HappyBday, bff!
Já diria Raul, que prefere ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo. Porque Amanda é assim, Amanda é 8 ou 80, ou ama ou odeia.
Amanda não se importa, diz na lata o que pensa e diz até o que não quis dizer. É rude, tem muralhas por todos os lados e são poucos os que conseguem enxergar dentre elas. Mas quem enxerga, meu amigo, se impressiona.
Porque por trás dessa cara de ruim, de poucos amigos, tem alguém que mais frágil e delicada, impossível.
Darci sempre diz, essa menina fala com os olhos. Não mente. Ela fala, grita, xinga, suplica. Por todas as coisas que nunca fala.
Quem conhece Amanda, quem permanece nessa vida tão contraditória e turbulenta consegue exercer ao mesmo tempo, amor e paciência.
Paciência, sim. Ela sabe. Paciência e bons ouvidos para agüentar as verdades duras, as paranóias inacabáveis. E muito amor, porque acho que doeria (e já doeu) em todos que estão à sua volta, ver uma lágrima escorrer nesse rosto sempre tão rude.
Amanda dá vontade de levar para casa, de por, como ela diz, em um potinho, para que ninguém roube, ninguém tire.
Eu sei, bem sei, foram várias as vezes que a vontade foi de voar nesse pescoço, chacoalhá-la e pedir por favor, acalme os ânimos.
Mas Amanda é um livro. Tem bagagem e muitas histórias. Você aprende, entende, cansa, ama, aceita.
Amanda é furacão. Tempestade. Vem, derruba tudo, destrói. E sempre conserta tudo com um sorriso no rosto.
Sorri, mesmo que com os olhos encharcados. Tais olhos que sempre traduzem sua (des)aprovação perante atitudes dessas amigas que não chegam nem perto de certas.
Amanda pode ser tudo, menos traiçoeira. Ela avisa, deixa seu desamor à mostra. E esse caminhão de sentimentos, vêm junto, como ela diz, em suas âncoras, teus medos.
Que Deus faça com que essas âncoras pesem menos, amenize esses medos, fortaleça suas muralhas e selecione as pessoas certas para adentrá-las.
Feliz aniversário, gosto muito de você.
domingo, 31 de julho de 2011
Sempre considerei que pessoas sem meio termo são difíceis de lidar. E com razão. Eu, que sempre fui assim, cheia de altos e baixos e curtos e longos e tudo ao mesmo tempo, nunca aprendi a me suportar. Mas posso dizer, meios termos não fazem a diferença.
O que precisamos é de mais pessoas com a vontade de mudar o morno, o equilibrado.
Porque de desajustados e sem limites – com suas exceções - , mudam uma vida, escrevem histórias, fazem por merecer.
E é isso, minha mente está com em transe, bloqueou qualquer tipo de pensamento. Manteve apenas uma vontade. E é ela que anda me tirando o sono, a concentração.
Deus, é possível que ao mesmo tempo que medos e bloqueios possam me tirar isso que tanto pedi? Mas é sempre assim, pedimos, suplicamos, ficamos de joelho, e quando chega ali, em nossas mãos, abandonamos como o tal brinquedo velho na mao de uma criança.
E em meio a tantos brinquedos velhos, desejos saciados, vontades instantâneas, há sempre algo que te deixa preso, ancorado a um presente, até que você sinta vontade de ficar.
Aí, entao, o problema começa, e será irreversível.
Espero, do fundo do meu coração, que essa irreversibilidade tenha um resultado positivo. Caso o contrário, virará velharia, indesejada, entregada a qualquer um que passar, ‘toma, é seu, está quebrado, sujo, cheio de feridas, se quiser, leve meu coração também, ele se tornou parte das coisas quebradas, gastas, se não servir para você, pode jogar fora mesmo, eu só não quero mais me incomodar.’
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