Se tudo aquilo que marca, permanece, Marília de fato me marcou com brasa. Marcou para sempre. Mas não marcou sozinha.
Porque ela traz junto todos os mistérios de um par de olhos verdes que muita gente não consegue decifrar. Mistérios tantos que ela mesma não entende. Mas que trazem alegria por onde passam.
Jeito bobo, doçura escondida entre orgulho e medo.Vergonha. Porque Marília tem coração grande, e não de pedra.
Não se conhece por aí menina tão ingênua e dissimulada que descobre o que quer, quando quer, mas não entende o que fazer com a descoberta.
Tão mulher, tão aparentemente fria, mas não consegue lidar com a perda.
Ela não sabe perder. Ela vai atrás de tudo. E consegue.
É só olhar dentro desses olhos e se render aos pedidos dessa que aos olhos da maioria, não sabe o que faz. Vou contar uma coisa: ela sabe.
‘Ela não é do tipo de mulher que se entrega na primeira
Mas melhora na segunda e o paraíso é na terceira
Ela tem força, ela tem sensibilidade, ela é guerreira
Ela é uma deusa, ela é mulher de verdade
Ela é daquelas que tu gosta na primeira
Se apaixona na segunda e perde a linha na terceira...’
Mas melhora na segunda e o paraíso é na terceira
Ela tem força, ela tem sensibilidade, ela é guerreira
Ela é uma deusa, ela é mulher de verdade
Ela é daquelas que tu gosta na primeira
Se apaixona na segunda e perde a linha na terceira...’
Se Charlie Brown Junior não escreveu essa música para ela, foi para alguém igual.
Tão durona por fora, nem aparenta ter esse coração mole, que dói, dói muito. Mas que ela prefere não sentir, e guarda. Guarda para quando sentir que deve usufruir de tanto amor.
Marília tem que ter dosagem.Pouco tempo junto dela não dá para descobrir tantas qualidades e tamanha simpatia. Muito tempo irrita. Irrita sim, fala demais, verdades demais.
E tem que ter peito para encarar essa sinceridade e frieza, que fazem tão bem.
Se eu pudesse dizer qualquer coisa para quem ainda insiste em se manter longe, é que ninguém sabe que pessoa enorme se esconde nesse tamanho de gente.
Marília não cabe nela. Marília encanta, não existe ser que não olhe por um instante e não se cative. Porque quando ela sorri, é porque sorri de verdade.
Por Deus, não quero nunca, nunca, que ela saia dessa minha vida tão nova e tão inexperiente. Eu ficaria sem chão, entraria em estranho desequilíbrio.
Eu preciso dela. Preciso dividir meus medos, tristezas, e principalmente, felicidade, porque se hoje sou feliz, é porque ela continua ali, me mandando ir em frente.
Queria, Deus, que eu fosse capaz de retribuir tanto carinho, tanta verdade, tanto jogo limpo.
Se hoje, seis anos depois de ter enxergado Marília pela primeira vez, eu continuo suplicando sua presença, é porque eu me habituei a tamanho carinho.
Preciso compartilhar muitos anos de histórias com essa que, com orgulho, eu posso e devo chamar de melhor amiga.
Melhores amigas duram uma vida.
‘Só os olhos se estrelavam, eles que sempre haviam faiscado de um brilho intenso, fascinante e um pouco diabólico. (...) Naquela época ela me ensinava como se conhecem as pessoas atrás das máscaras.’- CL.
E quero que não saia da minha vida nunca.
HappyBday, bff!
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