Já diria Raul, que prefere ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo. Porque Amanda é assim, Amanda é 8 ou 80, ou ama ou odeia.
Amanda não se importa, diz na lata o que pensa e diz até o que não quis dizer. É rude, tem muralhas por todos os lados e são poucos os que conseguem enxergar dentre elas. Mas quem enxerga, meu amigo, se impressiona.
Porque por trás dessa cara de ruim, de poucos amigos, tem alguém que mais frágil e delicada, impossível.
Darci sempre diz, essa menina fala com os olhos. Não mente. Ela fala, grita, xinga, suplica. Por todas as coisas que nunca fala.
Quem conhece Amanda, quem permanece nessa vida tão contraditória e turbulenta consegue exercer ao mesmo tempo, amor e paciência.
Paciência, sim. Ela sabe. Paciência e bons ouvidos para agüentar as verdades duras, as paranóias inacabáveis. E muito amor, porque acho que doeria (e já doeu) em todos que estão à sua volta, ver uma lágrima escorrer nesse rosto sempre tão rude.
Amanda dá vontade de levar para casa, de por, como ela diz, em um potinho, para que ninguém roube, ninguém tire.
Eu sei, bem sei, foram várias as vezes que a vontade foi de voar nesse pescoço, chacoalhá-la e pedir por favor, acalme os ânimos.
Mas Amanda é um livro. Tem bagagem e muitas histórias. Você aprende, entende, cansa, ama, aceita.
Amanda é furacão. Tempestade. Vem, derruba tudo, destrói. E sempre conserta tudo com um sorriso no rosto.
Sorri, mesmo que com os olhos encharcados. Tais olhos que sempre traduzem sua (des)aprovação perante atitudes dessas amigas que não chegam nem perto de certas.
Amanda pode ser tudo, menos traiçoeira. Ela avisa, deixa seu desamor à mostra. E esse caminhão de sentimentos, vêm junto, como ela diz, em suas âncoras, teus medos.
Que Deus faça com que essas âncoras pesem menos, amenize esses medos, fortaleça suas muralhas e selecione as pessoas certas para adentrá-las.
Feliz aniversário, gosto muito de você.
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