quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Se tudo aquilo que marca, permanece, Marília de fato me marcou com brasa. Marcou para sempre. Mas não marcou sozinha.
Porque ela traz junto todos os mistérios de um par de olhos verdes que muita gente não consegue decifrar. Mistérios tantos que ela mesma não entende. Mas que trazem alegria por onde passam.
Jeito bobo, doçura escondida entre orgulho e medo.Vergonha. Porque Marília tem coração grande, e não de pedra.
Não se conhece por aí menina tão ingênua e dissimulada que descobre o que quer, quando quer, mas não entende o que fazer com a descoberta.
Tão mulher, tão aparentemente fria, mas não consegue lidar com a perda.
Ela não sabe perder. Ela vai atrás de tudo. E consegue.
É só olhar dentro desses olhos e se render aos pedidos dessa que aos olhos da maioria, não sabe o que faz. Vou contar uma coisa: ela sabe.

Ela não é do tipo de mulher que se entrega na primeira
Mas melhora na segunda e o paraíso é na terceira
Ela tem força, ela tem sensibilidade, ela é guerreira
Ela é uma deusa, ela é mulher de verdade
Ela é daquelas que tu gosta na primeira
Se apaixona na segunda e perde a linha na terceira...’

Se Charlie Brown Junior não escreveu essa música para ela, foi para alguém igual.
Tão durona por fora, nem aparenta ter esse coração mole, que dói, dói muito. Mas que ela prefere não sentir, e guarda. Guarda para quando sentir que deve usufruir de tanto amor.
Marília tem que ter dosagem.Pouco tempo junto dela não dá para descobrir tantas qualidades e tamanha simpatia. Muito tempo irrita. Irrita sim, fala demais, verdades demais.
E tem que ter peito para encarar essa sinceridade e frieza, que fazem tão bem.
Se eu pudesse dizer qualquer coisa para quem ainda insiste em se manter longe, é que ninguém sabe que pessoa enorme se esconde nesse tamanho de gente.
Marília não cabe nela. Marília encanta, não existe ser que não olhe por um instante e não se cative. Porque quando ela sorri, é porque sorri de verdade.
Por Deus, não quero nunca, nunca, que ela saia dessa minha vida tão nova e tão inexperiente. Eu ficaria sem chão, entraria em estranho desequilíbrio.
Eu preciso dela. Preciso dividir meus medos, tristezas, e principalmente, felicidade, porque se hoje sou feliz, é porque ela continua ali, me mandando ir em frente.
Queria, Deus, que eu fosse capaz de retribuir tanto carinho, tanta verdade, tanto jogo limpo.
Se hoje, seis anos depois de ter enxergado Marília pela primeira vez, eu continuo suplicando sua presença, é porque eu me habituei a tamanho carinho.
Preciso compartilhar muitos anos de histórias com essa que, com orgulho, eu posso e devo chamar de melhor amiga.
Melhores amigas duram uma vida.
‘Só os olhos se estrelavam, eles que sempre haviam faiscado de um brilho intenso, fascinante e um pouco diabólico. (...) Naquela época ela me ensinava como se conhecem as pessoas atrás das máscaras.’- CL.
E quero que  não saia da minha vida nunca.
HappyBday, bff!
Já diria Raul, que prefere ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo. Porque Amanda é assim, Amanda é 8 ou 80, ou ama ou odeia.
Amanda não se importa, diz na lata o que pensa e diz até o que não quis dizer. É rude, tem muralhas por todos os lados e são poucos os que conseguem enxergar dentre elas. Mas quem enxerga, meu amigo, se impressiona.
Porque por trás dessa cara de ruim, de poucos amigos, tem alguém que mais frágil e delicada, impossível.
Darci sempre diz, essa menina fala com os olhos. Não mente. Ela fala, grita, xinga, suplica. Por todas as coisas que nunca fala.
Quem conhece Amanda, quem permanece nessa vida tão contraditória e turbulenta consegue exercer ao mesmo tempo, amor e paciência.
Paciência, sim. Ela sabe. Paciência e bons ouvidos para agüentar as verdades duras, as paranóias inacabáveis. E muito amor, porque acho que doeria (e já doeu) em todos que estão à sua volta, ver uma lágrima escorrer nesse rosto sempre tão rude.
Amanda dá vontade de levar para casa, de por, como ela diz, em um potinho, para que ninguém roube, ninguém tire.
Eu sei, bem sei, foram várias as vezes que a vontade foi de voar nesse pescoço, chacoalhá-la e pedir por favor, acalme os ânimos.
Mas Amanda é um livro. Tem bagagem e muitas histórias. Você aprende, entende, cansa, ama, aceita.
Amanda é furacão. Tempestade. Vem, derruba tudo, destrói. E sempre conserta tudo com um sorriso no rosto.
Sorri, mesmo que com os olhos encharcados. Tais olhos que sempre traduzem sua  (des)aprovação perante atitudes dessas amigas que não chegam nem perto de certas.
Amanda pode ser tudo, menos traiçoeira. Ela avisa, deixa seu desamor à mostra. E esse caminhão de sentimentos, vêm junto, como ela diz, em suas âncoras, teus medos.
Que Deus faça com que essas âncoras pesem menos, amenize esses medos, fortaleça suas muralhas e selecione as pessoas certas para adentrá-las.
Feliz aniversário, gosto muito de você.