Una estes laços de vidas que estão em suas mãos e se pergunte...: quantos e quais irão resistir por toda sua vida? Quais deles estão tão bem apertados que nada do que se faça é capaz de desfazê-los? Quantos estão velhos e sujos, mas da mesma forma você não pode tocá-los?
Há laços que se arrebentam facilmente. São formados por amizades mal cultivadas, cheias de más intenções.
São os fios que unem amores incompletos, doloridos, mal vividos, que corroem parte desse curto espaço de tempo que vivemos. Vida limitada, cheia de entranhas, veredas, labirintos.
Há laços que constroem nós que não se desfazem. Eles se eternizam, é família, são amigos. São aqueles que permanecem, por mais que já tenham partido, fazendo com que se confunda o passado inesquecível com o presente que ainda não foi vivido.
Existem laços sujos e velhos. São erros cometidos, são passos incertos. É um novelo eivado de equívocos que se junta a frágeis fitas que aparentam ser fortes. E tão quão fortes aparentam ser, fracas são. Arrebentam-se, mas não se perdem. Tornam-se resquícios pendurados que perduram em meio a essa velharia toda.
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