E hoje, para variar, chorei feito criança. Mas diferente de outras vezes, a barreira que criei entre meus desejos e a realidade me fez mais forte.
Não está escrito, Deus nunca disse que essa vida seria fácil, e realmente nunca foi.
É porque hoje ele não está mais aqui, mas deveria. Se foi como a brisa passageira que não traz nada além de desordem. Deveria permanecer, mas se foi quando eu mais precisei.
Chorei feito criança, afinal, eu ainda precisava do caminho certo, e de que alguém o mostrasse à mim. Ah, mas foi há tempos...
E ainda dói. Dói como a cicatriz antes da chuva. Aperta o peito e me resigna a nada.
Estou aprisionada ao vácuo, e a dor ultrapassou a barreira que me distancia do mundo lá fora.
Mas hoje? Hoje seria um daqueles dias em que eu o abraçaria, acariciaria seu rosto pálido e fragilizado como sempre fiz, e ele, lá de cima, me jogaria os doces para que eu me distraísse .
Ingênua.
Só precisava de uns minutos a mais, pra dizer que eu o amava com toda as forças. A sua ida me deixou insana, queimou cada neurônio sem piedade.
Whatever, eu tentei. Mudei, lutei. Mas veja só como me encontrei hoje, derramando mais lágrimas em lugares inapropriados e despertando pena de gente que não conhece a fundo essa dor que me sufoca.
Desculpe a informalidade, mas dor não é algo que possa ser introduzido nessa coisa culta e sociável chamada normalidade.
Aliás, não quero que me desculpem. Não lhes devo nada.
Deus, eu trocaria o maldito dom de por em palavras meu lado mais sensível apenas para tê-lo comigo. Abriria mão daquilo que aparentemente conforma. Quero a tormenta, a loucura, quero vê-lo comigo, quero acariciá-lo como a criança que ele descobriu em mim.
Maldita vida que tem data certa para se ausentar. Maldita vida que leva e trás pessoas e sentimentos repentinamente, não traz aviso prévio e nem mesmo uma carcaça de concreto para que possamos nos proteger.
E aqui me encontro, eternizada criança em cada lágrima que derramo. Novamente...
Nenhum comentário:
Postar um comentário