No âmago do que pensou ser sentimentos, seu pudor tornou-se pó mais uma vez. Na perdição desses pensamentos , a forte luz que ofuscou seu olhos nada mais foi do que o sinal de que deveria seguir em frente. Sonhos nada mais são do que súplicas ocultas em um ego ferido, um orgulho aparente. Mas ela disse, ela suplicou. ‘Não, não me deixe, fique mais um pouco, podemos adiar o fim, meus pés estão presos aos seus.’ Uma despedida inevitável, inadiável. No ápice daquela dor que julgou ser o abandono floresceu o amor. No amargo de seus últimos beijos no meio de lágrimas, ela decidiu seguir em frente. Ao despedaçar suas pernas entrelaçadas ao que julgaram ser um amor puro, deixou seus farelos. Quem discordaria se lhe dissesse que farelos, quando são feitos de areia, causam um certo incômodo? Mas quem irá duvidar de quando se consegue retirar todos os resquícios, as lembranças se vão e tudo o que se quer é sentir o cheiro do mar naquele pozinho tão pequeno, que abrangia pensamentos e os levava à lugares onde as recordações não são constituídas de dor? Em meio à dias frios e chuvosos, eles irão se lembrar de como é bom ter seus grãos de areia grudados na pele. O gosto daquelas lembranças nada mais serão do que poços de vontades e erros. Mas um dia, de tanto esbanjar-se em prazeres e desejos, tudo o que se quer é um pouco do nada, um pouco dos outros prazeres deixados de lado por ter ambições restritas à um ser.
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ResponderExcluirmuuuito legal o texto :) é fofo e vc escreve muito beem :]
ResponderExcluiradoorei os textos :)
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