Quis mostrar, quis reverter os sentidos, persuadir ideias. Eu quis dizer que meu olhar se rende à um sorriso. Pois é exatamente o que eu queria, me render.
Entre explicações sobre o que se sente e razoes para sentir,um sexto sentido.
Eu me rendo, eu admito minha falta de sorte insolúvel, meu dom de fazer longos dramas.Mas loucas vontades não passam, elas se perpetuam. Dentre tantas as fronteiras entre o impossível, eu busquei uma razão para viver esses desejos. Não encontrei.
Talvez porque a razão maior é que pessoas próximas de nós nos fazem ver como queríamos pessoas assim para chamar de nossas. A maneira como é impossível não ficar mordida de raiva ao ouvir tantas histórias, eu sei, eu sei, que as minhas seriam impossíveis.
Fantasiosas, cheias de idas e vindas, elas não fazem o menor sentido. Porque falam de você e eu. Vocês, e eu. Contam como a minha imaginação flutua e chega ao que chamamos de 'loucura'.
A loucura me fascina, exatamente aquela dá vontade de viver, vontade de gritar 'EI, seu bobo, não esqueci aquele idiota, mas não deixei de viver, e sim, eu estou livre, eu quero você nem que seja por um momento.' Vontade cada vez mais constante, irrealizável também.
Seriam tantos os porquês de meus contos não darem certo! Magias, fascínios, olho no olho.
É isso o que eu quero,caramba.
Quero seus olhos nos meus, que você perceba o que eles querem dizer. Que eles proclamem em um tom baixinho o quanto já sofreram e o quanto já quiseram-lhe por perto, só por uns minutinhos...
E quando você reparar o que eu tanto quis dizer em ocultas frases nesse meu minúsculo vocabulário , que entenda que eles nada mais queriam do que a sua boca na minha.

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