terça-feira, 13 de abril de 2010

Apenas uma carta.


A verdade é que feridas profundas nunca se fecham pra valer. A verdade é que eu sinto falta de ser aquele alguém que algum dia lhe fez bem, lhe trouxe emoçoes.
Nao negue, nao se esquive, você sentiu algo.
É até incrível como eu começo a sentir sua falta nao quando eu poderia ter enxergado que era ali que tudo terminaria.
Fui além, demorei um mês pra entender. E foi ali que quem acabou se esquivando, fui eu.
Mas eu me perdoo, sim, me perdoo por ter me privado de sentir novamente toda aquela saudade, para aliviar aos poucos a ardência de um corte como esses.
Nao imagino se pode chegar a ler ou nao isso daqui, nao seria uma carta emplorando para te ter novamente. Sao só desabafos. Essa mania estranha de amar tudo o que me cerca e me apegar com facilidade é apenas a fuga para esconder a verdadeira resposta para todas as sensaçoes ruins que eu tenho ao longo do dia.
Sensaçao de ver aquelas palavras algum dia serem proferidas para outra pessoa, de todo aquele carinho nao ser mais meu. Carinho. Sempre falei tanto dele, sem perceber a sua maneira de demonstrar.
Acho que isso fez você se desapegar. Eu acho.
Eu deveria ter me desapegado também. E sao 11 meses.
Que afeto é esse que nao me deixa olhar para outros? Que diabos eu nao sinto sua presença em outros, mesmo sabendo que é apenas isso que eu procuro neles?
Procuro você, procuro a cópia perfeita.
Imagine só, logo eu, que desprezo cópias.
Talvez isso nao faça diferença, talvez seja motivo de ironias, e talvez seja REALMENTE apenas um desabafo. Nao me sinto carente, nao é da relaçao física que eu sinto falta.
Minha falta é de você.
Minha confusao é quando chega a hora de como isso me afeta, sempre corre uma lágrima. Sabe o que mais? sinto ódio.
Nunca duvidei que o que existe aqui é verdadeiro, nunca deixei de ter saudades.
Nao poderia, mas as verdades sempre aparecem. Nao por falta de complemento que eu tanto falo sobre essa história. Mas você é quem deveria ser o meu completo.
Dias iguais, nao deixei nunca de sorrir, nao tirou meu bom humor. O problema é o oculto, o que se disfarça com a maquiagem da alma. É esse o problema. É, sinto essa falta enorme aqui dentro, e nao sao sermoes ou esporros que vao aliviar.
Aliás, quero que isso nao saia de mim, nao quero apagar essas lembranças, tristes por terem pausas, mas maravilhosas pelos seus capítulos alegres.
Talvez nem o tempo traga essa alegria. Talvez tenha acabado. Talvez isso passe amanha.
Eu só sei que hoje, agora, isso dói. Essa ferida foi cutucada, e quem cutucou fui eu.
Nao espero que seja lido e muito menos bem interpretado. Só espero que essa seja uma maneira viável de excluir uma saudade.
E para alguém que leia, por favor. Subentenda algumas frases presentes aqui.
Eu nao quero ser compreendida, bem ou mal, guarde.
Sobre o que falávamos mesmo ...?

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