Anda por aí, uma alma perdida, sem um corpo em que possa descansar e se renovar. Anda por aí uma alma vazia, sugada tanto pelos padrões que ela mesma impôs para si.
Até encontrar um corpo, vazio e sem alma, corpo que procura almas para destruir. Corpo transformado em galhos secos que tiveram toda sua vivacidade sugada. Corpo que por meras faíscas se torna uma chama, e em segundos, cinzas.
A alma e o corpo se unem, sugam o que precisam e então, vão embora. Suas personalidades agora são inversas.
A alma então se renova e descansa. Torna-se corpo seco machucado e amargurado buscando vinganças.
O então corpo virado em cinzas agora é alma buscando alguém para se renovar.
Para que, no fim da história, as vinganças e tentativas de recomeços não façam mais sentido.Posteriormente o corpo e alma se aceitam: se hoje sou vazio, sou porque permiti.
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