quarta-feira, 26 de maio de 2010
De cara limpa!
Quantas vezes você seria capaz de tapar os olhos e perdoar novamente? Até que ponto essa limitação em seu 'nunca mais' vai passar a ser real? Se não é para dizer 'eu te amo' se não lhe interessa, porque então dizer nunca mais se amanha volta a ser a mesma porra louca?
Tolero várias coisas, mas não me peça para engolir desaforos. Não me peça para sorrir quando levo um coice de um cavalo selvagem que ninguém mais quer domar, ou, como quiser, alguém que você não vê mais esperança de um pouco mais de paciência.
Me desculpe se meus 'aahn???' te tiram do sério, mas não me peça para entender se você só sabe falar com a bunda.
Levantou com um humor do cão? Foda-se, eu não tenho culpa de seus desamores ou a falta deles. Não me venha com desaforos, porque quando eu quero terminar uma briga, eu coloco todos os pontos. Não acho que milhões de problemas são razoes suficientes para ficar o dia todo com a cara de merda e ainda contaminar à todos com seu desânimo.
SEU desânimo, é apenas seu, não venha querendo depositar um pouco de estupidez na minha vida porque a minha basta.
E por saber do modo como eu lido com as pessoas, eu afirmo que não mando ninguém tomar no cu só porque veio me dar um abraço. Abraço é a prova mais viva de um afeto. Ficar o dia mau humorado e ainda negar abraços é caso de internação. Negando abraços você deixa muito claro: não se aproxime, eu mordo, e deixo marcas. Minhas palavras ferem, minha estupidez contamina o ambiente e odeio meiguices.
Perdão, não consigo achar isso uma coisa para se orgulhar, mas tem gente que se admira e idolatra por agir desta maneira.
'Tire seus olhos dos meus', resumindo toda o medo de ser sincero. Vamos combinar, afastando pessoas de si, nada mais faz além de esconder sentimentos.
Vestem-se máscaras o tempo todo, todo o povo.
Mas eu ainda não descobri o que é pior, esconder um sentimento ou fingir sua existência.
Dessas duas formas, pessoas sem nada a ver com o seu mau humor ou falsidade são atingidas, magoadas.
Sei diferenciar muitas vezes quem veste máscara e quem anda com o rosto inteiramente nu.
Então, por favor, rasgue seus disfarces baratos e mostre toda a vida que escondeu durante esse tempo. Não tenha medo de mostrar sua ignorância ou o seu carinho.
Nada é mais ignorante do que ignorar o que se sente.
A partir daí, cabe à você decidir o que quer fazer, uma vida de mentiras ou, a plena verdade, doa a quem doer.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
So, PLEASE!Look at me in the eyes!
Quis mostrar, quis reverter os sentidos, persuadir ideias. Eu quis dizer que meu olhar se rende à um sorriso. Pois é exatamente o que eu queria, me render.
Entre explicações sobre o que se sente e razoes para sentir,um sexto sentido.
Eu me rendo, eu admito minha falta de sorte insolúvel, meu dom de fazer longos dramas.Mas loucas vontades não passam, elas se perpetuam. Dentre tantas as fronteiras entre o impossível, eu busquei uma razão para viver esses desejos. Não encontrei.
Talvez porque a razão maior é que pessoas próximas de nós nos fazem ver como queríamos pessoas assim para chamar de nossas. A maneira como é impossível não ficar mordida de raiva ao ouvir tantas histórias, eu sei, eu sei, que as minhas seriam impossíveis.
Fantasiosas, cheias de idas e vindas, elas não fazem o menor sentido. Porque falam de você e eu. Vocês, e eu. Contam como a minha imaginação flutua e chega ao que chamamos de 'loucura'.
A loucura me fascina, exatamente aquela dá vontade de viver, vontade de gritar 'EI, seu bobo, não esqueci aquele idiota, mas não deixei de viver, e sim, eu estou livre, eu quero você nem que seja por um momento.' Vontade cada vez mais constante, irrealizável também.
Seriam tantos os porquês de meus contos não darem certo! Magias, fascínios, olho no olho.
É isso o que eu quero,caramba.
Quero seus olhos nos meus, que você perceba o que eles querem dizer. Que eles proclamem em um tom baixinho o quanto já sofreram e o quanto já quiseram-lhe por perto, só por uns minutinhos...
E quando você reparar o que eu tanto quis dizer em ocultas frases nesse meu minúsculo vocabulário , que entenda que eles nada mais queriam do que a sua boca na minha.
Entre explicações sobre o que se sente e razoes para sentir,um sexto sentido.
Eu me rendo, eu admito minha falta de sorte insolúvel, meu dom de fazer longos dramas.Mas loucas vontades não passam, elas se perpetuam. Dentre tantas as fronteiras entre o impossível, eu busquei uma razão para viver esses desejos. Não encontrei.
Talvez porque a razão maior é que pessoas próximas de nós nos fazem ver como queríamos pessoas assim para chamar de nossas. A maneira como é impossível não ficar mordida de raiva ao ouvir tantas histórias, eu sei, eu sei, que as minhas seriam impossíveis.
Fantasiosas, cheias de idas e vindas, elas não fazem o menor sentido. Porque falam de você e eu. Vocês, e eu. Contam como a minha imaginação flutua e chega ao que chamamos de 'loucura'.
A loucura me fascina, exatamente aquela dá vontade de viver, vontade de gritar 'EI, seu bobo, não esqueci aquele idiota, mas não deixei de viver, e sim, eu estou livre, eu quero você nem que seja por um momento.' Vontade cada vez mais constante, irrealizável também.
Seriam tantos os porquês de meus contos não darem certo! Magias, fascínios, olho no olho.
É isso o que eu quero,caramba.
Quero seus olhos nos meus, que você perceba o que eles querem dizer. Que eles proclamem em um tom baixinho o quanto já sofreram e o quanto já quiseram-lhe por perto, só por uns minutinhos...
E quando você reparar o que eu tanto quis dizer em ocultas frases nesse meu minúsculo vocabulário , que entenda que eles nada mais queriam do que a sua boca na minha.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Prazeres e desprazeres de um alicerce nem tão forte assim.
No âmago do que pensou ser sentimentos, seu pudor tornou-se pó mais uma vez. Na perdição desses pensamentos , a forte luz que ofuscou seu olhos nada mais foi do que o sinal de que deveria seguir em frente. Sonhos nada mais são do que súplicas ocultas em um ego ferido, um orgulho aparente. Mas ela disse, ela suplicou. ‘Não, não me deixe, fique mais um pouco, podemos adiar o fim, meus pés estão presos aos seus.’ Uma despedida inevitável, inadiável. No ápice daquela dor que julgou ser o abandono floresceu o amor. No amargo de seus últimos beijos no meio de lágrimas, ela decidiu seguir em frente. Ao despedaçar suas pernas entrelaçadas ao que julgaram ser um amor puro, deixou seus farelos. Quem discordaria se lhe dissesse que farelos, quando são feitos de areia, causam um certo incômodo? Mas quem irá duvidar de quando se consegue retirar todos os resquícios, as lembranças se vão e tudo o que se quer é sentir o cheiro do mar naquele pozinho tão pequeno, que abrangia pensamentos e os levava à lugares onde as recordações não são constituídas de dor? Em meio à dias frios e chuvosos, eles irão se lembrar de como é bom ter seus grãos de areia grudados na pele. O gosto daquelas lembranças nada mais serão do que poços de vontades e erros. Mas um dia, de tanto esbanjar-se em prazeres e desejos, tudo o que se quer é um pouco do nada, um pouco dos outros prazeres deixados de lado por ter ambições restritas à um ser.
terça-feira, 18 de maio de 2010

Dezembro
'Nunca, ele nao presta, e eu sou frágil, me apego rapido.'
Janeiro
Ele nao larga do meu pé, nao para de mandar mensagens, nao para de me provcar. EU NAO QUERO.
Fevereiro.
É querido, gosto de conversar com ele.
Março.
Nao, Você nao está afim DELE.
Abril.
Sim, você está.
Maio.
Ela disse. Ele respondeu: Nao sei, estou com ela, e acho que gosto dela.
Mas as suas palavras nao condiziam com suas açoes, e mesmo assim, ele nao evitou.
Até que as coisas se acertaram. Largou dela, a outra na qual ela (ou eu) queria matar, pular no pescoço, dizer: você perdeu!
Estava muito bom, pelo menos pra mim.
Junho.
Mas a gente nao percebe até que ponto ele conseguia ser real, o quanto nao fingia. E é quando a gente percebe, que aquele cara que te traiu e despedaçou seu coraçao e sua mente nao merece aquelas lágrimas em público, aquela humilhaçao ridícula, que ele percebe isso tambem.
'Nao, nunca mais, olha o que ele fez pra mim, cansei de chorar'. Ok, da boca pra fora, a gente sabe.
Agosto
Mas depois daquele mês inteiro, daquelas súplicas para a ter de volta, ela decide seguir em frente. Pena que seu erro foi ter escolhido a pessoa errada.
Entao ele descobre. 'Acabou, ela é idiota, olha com quem ela se envolveu, qualquer um, menos um amigo.' Da boca pra fora, a gente sabe.
Setembro.
Idas e vindas e ela decide que nao foi isso que ela quis pra si, novamente. Os dois pensamentos concordam dizendo 'Nao te quero mais, você me fez mal'.
Outubro.
Logo, vou me envolver no mesmo erro, num erro que talvez me fizesse bem. Talvez dessa vez a ousadia foi maior. Mas ao ver que beijando aquele erro, tudo o que queria era o seu velho acerto, o sujeito oculto no 'Nunca mais'. Tentei me envolver, eu juro. Tentei acreditar que aquele erro ia ser bom. Taí, erros sao ruins.
Dezembro.
Tao ruins que a gente deixa todas as preocupaçoes com ele. E volta a pensar em seus acertos.
Naquele dia ruim, tudo o que ela conseguiu sentir foi sua presença, o seu colo, uma razao.
Inocência. Seu calor nao era meu. Sua vingança foi fria, seu erro também.
Uma semana. Doida de raiva, nao dava pra acreditar, as coisas pareciam ter melhorado.
E meu erro volta a acontecer, e dessa vez nao foi tao errado assim.
Janeiro.
Férias, tudo ótimo, e aquele erro me rondando. Provocando daquela maneira que ja me fez sentir falta.
Fevereiro.
Já era de se esperar, me fez falta, queria acertar novamente. Queria senti aquele cheiro, ter aquele beijo que era só meu. E consegui.
Março.
Até parece que ela nao sabia como era. Inocente. Aquele mundo era outro, aquelas coisas nao pertenciam à você.
Chega, cansei, nao quero mais saber de você e suas mal-criaçoes. E ele disse foda-se.
FODA-SE, tanto que foi provar isso com a mais fraquinha daquele lugar.
E eu ali, doida para cometer meu erro.
Mas meu erro talvez nao fosse meu, talvez a persuasao de meus acertos o convenceram a ser acerto de alguem tambem.
Abril.
Talvez a minha intençao naquela festa fosse mesmo errar. Mas o acerto incrivelmente me atraiu mais.
Nunca fui de dizer o que eu sinto assim, olhando nos olhos, sempre me esquivei.
E dessa vez foi assim, tiro certo, corri atrás.
Nao me arrependo.
Maio.
Sempre soube que um mês é amor, e é só isso. Mas eu pedi um ultimo acerto. Foi o pior beijo da minha vida. Amargo, com gosto de saudade, de final. E foi aquilo.
Largou minha mao, num dia 15. E no outro dia, toda essa história faria um ano.
Mas no meio de tantos erros e acertos eu sei que ERROS E ACERTOS fazem parte da vida. Mania minha, essa de repetir as coisas, as palavras, os momentos.
Nao reclamo, manias sao engraçadas, e da minha vida fiz piada. :)
sexta-feira, 14 de maio de 2010

Sorte dos mortos, por terem partido antes de ver o caos instalado a cada dia nos olhos humanos. Possuem sorte aqueles que nao conheceram sentimentos como raiva/tristeza em sua versao mais profunda. Sortudos também aqueles que sabem lidar ponderadamente com os acontecimentos da vida.
Sorte, nunca mais felizes. Felizes daqueles que experimentam todas as coisas da vida do extremo ruim ao melhor impossível. Inesquecíveis os que fazem os planos reais e nao tem 'delongas'; nao deixam para depois, valorizam o aqui, o agora, já.
Alguém me responde por que esperar para aproveitar a vida se a cada dia nao vivido, é um arrependimento? Se tenho como um mandamento pessoal arrepender-se apenas do que nao foi feito, dias parados nao existem, minutos mau-aproveitados sequer passam por perto. Minha vontade é sair andando, nao voltar, conhecer um lugar melhor.
Cada um tem suas crenças... uns acreditam que papai noel nos visitará no fim do ano. Eu acredito que lugares melhores existem.
Mas assim como todo conto de fadas, um dia toda essa fantasia se desfaz. Vem entao a realidade. Dura, cruel. E a fantasia, amordaçada, nao pode fazer nada além de esperar que a tal realidade se canse dessa monotonia. Mas ao se cansar de tantas coisas mornas, que procura o quente e frio, e leve um choque. Gotas de água fervendo só servem para lembrar de como elas podem queimar, e porçoes de água fria pode muito bem te lembrar como é ruim sentir calafrios em dias gelados.
Mas quem disse que levar sustos é algo ruim? Quero me queimar, quero congelar de frio, quero morrer rindo e até adormecer aos prantos. Quero extremos, e em cada limite que o extremo impoe, ver o sorriso no rosto daqueles que estao me esperando, para sarar as feridas do caminho e me dar um cobertor.
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