terça-feira, 16 de março de 2010



E saiu, com um sorriso escancarado como o de quem acabou de ter a realizaçao pessoal. Enojante.
Talvez a sua realizaçao foi ter a breve sensaçao de ter feito alguem sofrer; e errou.
Foi até a atitude mais cruel desse alguem que faz de tudo para o que quer, que sensaçao mais falsa; que sorriso mais frio. Ilusao ridícula.
E do outro lado da calçada, alguém observando, arisco, com medo de proferir palavras afiadas. Mao nos bolsos, dia frio. E os pensamentos de 'o que vai ser daqui em diante', rondaram a sua mente durante longas duas horas.
Aí acabou, a curiosidade foi estraçalhada. Aquele sorriso tomado de mistérios, e todos as dúvidas destruídas em um pedaço de momento. O olhar certo diz tudo, sem mover um músculo.

O silêncio sempre foi a melhor resposta, mas dessa vez as coisas mudaram. As pessoas também.
E qual ser humano que nao raras vezes vivenciou aquela subliminaridade desses olhares, nao compreenderia que a felicidade daquela menina, era apenas por senti-lo perto, por estar ali novamente? Ele compreendeu... e sentiu.
Assim entao ela pode prosseguir, e o sorriso estampado na face fez transparecer o que realmente havia dentro dela.
Agora entao nao importa quantas vezes ela disser que nao o quer por perto, a expressao de seu corpo desmentirá.
Porque dentre tantos erros em um curto espaço de tempo, o melhor dos acertos foi demonstrar tudo aquilo que estava aprisionado em sua mente.

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